quinta-feira, 12 de março de 2009

O bezerro de ouro

Um dos episódios de difícil compreensão no livro de Êxodo é o do bezerro de ouro.
Teriam os judeus, após presenciarem as 10 pragas que assolaram seus opressores e a milagrosa salvação perante o exercito egípcio, sequioso de sangue, esquecido com tanta rapidez, que somente o Eterno poderia ter mudado seu destino que parecia fadado a um sofrimento sem fim?
Cada uma das pragas demonstrou a nulidade dos diversos deuses idolatrados pelos egípcios.
A coluna de fogo que os separou dos egípcios quando eles vieram perseguí-los no deserto, se desvaneceu após o tempo necessário para eles atravessarem o mar pisando em solo seco, entre paredes de mar solidificado, deixando então que o mar desabasse sobre seus opressores afogando-os.
Que outras demonstrações do poder do Eterno seriam necessárias para fortificá-los em sua crença?
E Arão? Que papel desempenhou neste episodio? Concordou brandamente com a solicitação de moldar ídolos, em expressa negação ao que fora ordenado no contexto dos 10 mandamentos?
Como se pode compreender todo este episódio?
Nossos comentaristas elaboraram varias explicações.
A idéia comum a quase todas elas é a de que tendo vivido durante muitos anos num ambiente idolatra, e sendo idolatras todos os povos daquela época, mesmo renunciando a esta pratica, pensavam os judeus que somente através da presença de Moises em seu meio, poderiam os milagres que presenciaram ter ocorrido.
E agora, Moises que (segundo o Midrash) prometera voltar de sua subida ao Monte Sinai após 40 dias e 40 noites, não retornara após decorrido este prazo.
Que lhe teria acontecido? Como sobreviveriam sem ele no deserto?
Não pretendia o povo que se fizesse um ídolo para substituir a seu Deus invisível, mas queriam algo que substituísse Moises em sua ausência.
O “erev rá” ( a multidão de pessoas, não judias, que resolveram seguir o povo judeu na sua saída do Egito), não pensou duas vezes antes de começar a exigir que se fizesse um ídolo segundo seu costume tradicional.
Tornaram-se cada vez mais exaltados e quando Hur (Moises havia deixado o povo sob a direção de Hur e Arão) se opôs drasticamente a atendê-los, não hesitaram em matá-lo.
Que fez então Arão?
Ele tinha completa fé em tudo que Moises falara e tinha certeza de que ele haveria de voltar. Mas quando? Era preciso ganhar tempo para que isto acontecesse.
Talvez Moises tivesse feito a contagem dos 40 dias não a partir do momento em que começara a ascensão, mas do dia seguinte...
Alguns entre os judeus, mais descrentes, já pareciam estar concordando com o “erev rá”, e era preciso a todo custo evitar que o povo do Eterno se deixasse envolver por esta demonstração de idolatria.
Resolveu então procurar ganhar tempo e decidiu que se alguém de entre os judeus tivesse que assumir alguma culpa que fosse apenas ele e não mais ninguém.
Há inclusive um Midrash que narra o seguinte:
Um príncipe, influenciado por más companhias, se dispôs a assassinar o Rei, seu pai, para assumir o trono e conduzir seu país da forma com que seus amigos achavam mais adequada.
Eis que corre até ele seu preceptor e implora: “Não pratique este crime. Se o rei precisa mesmo ser morto, eu o farei por você e que sobre mim recaia a pecha de assassino.”
Ouvindo o que se passava o rei resolveu premiar o preceptor pelo amor que demonstrava ter para com o príncipe e a este fez ver como eram falsos os amigos que o aconselhavam.
Da mesma forma, Arão pensou, se é preciso que se faça a vontade destes estranhos, antes que contamine a nosso povo, assumirei toda a culpa e moldarei uma estatua que simbolize a presença de um intermediário do Eterno em nosso meio.
Pediu que, para a confecção do ídolo que desejavam, lhe fossem trazidos os adornos usados pelas mulheres. Talvez elas se recusassem a entregá-las e conseqüentemente ele não teria a matéria prima necessária para moldá-lo.
Entretanto os homens exigiram as jóias de suas mulheres e filhas e assim as conseguiram.
A divindade mais conhecida no Egito era o “Boi Apis”. Arão moldou, não um boi, mas um filhote, isto é um bezerro, um bezerro de ouro, tentando, através disto, demonstrar que certamente um filhote não podia ter muito poder.
A proclamação do “erev rá” quando o bezerro ficou pronto – “este é vosso deus,ó Israel, o que vos tirou da escravidão do Egito !” mostra claramente que isto não foi dito por alguém de nosso povo, que se fizesse esta proclamação diria: “este é nosso deus”.
Feito o bezerro, propõe Arão: “Amanhã, faremos uma festividade a nosso Deus”. Não ao ídolo, mas a nosso Deus.
Deixando a festividade para o outro dia, haveria mais uma chance de Moises chegar a tempo de sanar todo o mal que se estava fazendo.
No dia seguinte, porem, a multidão dos estranhos, tratou de oferecer sacrifícios ao ídolo, proclamando-o como sendo a divindade, e dando continuidade a seus costume tradicionais iniciou uma celebração repleta de orgias.
Quando Moises, alertado pelo Eterno desce e se depara com o sacrilégio, quebra as Tabuas da Lei e para deixar absolutamente claro que um ídolo não é divino, o destrói, o reduz a pó, mistura-o com água e faz o povo ingerir esta beberagem, sabendo que ela vai constituir parte dos dejetos rejeitados pelo intestino – fim inglório para o que se pretendia apresentar como sendo divino.
Arão, mesmo ao ser repreendido por Moises, mantém sua humildade e não ousa se justificar explicando que raciocínios o levaram a agir de tal forma.
Alguns comentaristas explicam que na inauguração do santuário Arão oferece um sacrifício e este é aceito pelo Eterno , fazendo com que o fogo que viria acender a pira desça dos céus, para demonstrar a todos que ele está perdoado por sua ação.
Este episódio consta do trecho da Torá (“Ki Tissa”,) lida no Shabat 14 de Março.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Programação do segundo trimestre

Estamos elaborando a programação para o trimestre Abril/Maio/Junho, que em breve será divulgada.

PURIM

David Gorodovits

O Shabat que antecede Purim é chamado Shabat Zachor (Sábado da Recordação).Nele se lê um trecho do Deuteronômio onde está escrito:
“Recorda-te do que te fez Amalek, no caminho, quando saias do Egito; ele te encontrou e feriu a todos os enfraquecidos e enfermos que se retardavam, enquanto estavas sedento e fatigado, e Amalek , não temeu a Deus”
“Quando, pois, o Eterno teu Deus te conceder descanso de todos os teus inimigos, na terra que o Eterno teu Deus te está dando por herança, para possuí-la, apagarás a memória de Amalek de debaixo dos céus, não te esqueças”
Esta determinação se tem traduzido através da Historia, na participação dos judeus em todas as lutas que se fizeram contra a opressão. Apagar a memória de Amalek significa fazer com que no mundo não mais possam existir opressão e opressores.
Dentro desta linha de raciocínio, Purim é celebrado em 14 de Adar e comemora um episódio da história dos judeus na Pérsia, descrito na Meguilat Ester (Rolo de Ester)
Ela conta em detalhe como Haman (Ministro do rei) induziu o rei a emitir um decreto ordenando que em todas as províncias da Pérsia, fossem os judeus assassinados em 14 de Adar e como Ester conseguiu, orientada por seu tio Mordechai, fazer com que o rei emitisse outro decreto autorizando os judeus a defenderem suas vidas, destruindo a quem os quisesse destruir, transformando assim a possibilidade de extermínio numa vitória avassaladora.
Nossa tradição considera Haman, como descendente de Amalek, e a maneira simbólica pela qual se cumpre hoje a determinação, de apagar seu nome, é abafar com os mais variados ruídos, o som de seu nome, a cada vez que,ele ocorre durante a leitura da Meguilá.
A designação de Purim, dada a esta festa, deriva da palavra PUR eu significa sorteio, porque Haman através de um sorteio escolheu o mês e o dia que considerou mais favorável para a execução de seus desígnios malévolos.
Na época em que se passaram os acontecimentos narrados na Meguilá, cada um pensava: “Se eu não tenho suficientes méritos para merecer ser salvo pelo Eterno do período que nos acossa, talvez meus amigos os possuam”. E por isto lhes remetiam presentes como que agradecendo por serem salvos por seus méritos. Este continua a ser, de certa forma, o sentido de Sheloach Manot. (Remessa de presentes),sendo que é essencial que também se providencie presentes para os pobres da comunidade.
Aliás costuma-se aumentar nesta época o volume de doações para os necessitados.
É também mitzvá (mandamento) em Purim, fazer uma Seudá (refeição) festiva, que se deve iniciar antes do anoitecer do dia 14 de Adar.
Dos alimentos característicos de Purim, o mais conhecido é o “Oznei Haman” (Orelha de Haman) uma massa em forma de triangulo recheada com guloseimas, também chamada de “Hamentash” (Chapéu de Haman)
Nesta festividade abranda-se a restrição a beber quantidades de vinho maiores que as habituais.
Há um comentário do sábio Ravá que diz, inclusive, que se deve beber até não distinguir mais, entre Abençoado seja Mordechai e Amaldiçoado seja Haman.
Uma explicação para esta recomendação, não é a de que é permitido embebedar-se nesta ocasião, mas sim o que se segue:
A presença do Eterno na condução da história dos povos se percebe tanto pela Benção que Concede aos justos quanto pela maldição que faz cair sobre os malévolos.
Em Purim, relembrando, alem da salvação alcançada, nesta época, naqueles dias, tantas e tantas outras com que o Eterno nos brindou, nosso coração se enche de tanta alegria, que percebemos sua presença, não pela maldição aos malévolos, mas somente pelas bênçãos que Concede aos que trilham Seus caminhos.
Em algumas comunidades se costuma também encenar peças cômicas alusivas aos acontecimentos de Purim .Fantasias e mascaras são usadas pelas crianças e até mesmo por adultos, e se fazem concursos para escolha da Rainha Ester, seja a vitória atribuída pela roupa mais engraçada, pela mascara mais original, ou ainda, pela escolha de alguém a quem a comunidade quer homenagear.
Que não tarde a chegar o dia, em que toda a opressão venha a cessar e as tiranias sejam, para sempre, banidas da terra.
Então não mais haverá razão para que os homens se odeiem, e, em autentica fraternidade, os seres humanos se amarão, uns aos outros, servindo assim, da melhor forma, ao Eterno, o Criador da Vida, do Amor e da Paz.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Relatório 2008



CENTRO DE HISTÓRIA E
CULTURA JUDAICA

ANO: 2008



Editorial
O Centro de História e Cultura Judaica (CHCJ), fundado em 2000, é uma organização sem fins lucrativos, que tem por objetivo incentivar e difundir o estudo da história e da cultura judaica dentro de um contexto amplo, buscando relacioná-las com a cultura e a história universal.
Cumprindo suas funções precípuas, ao longo de 2008, o CHCJ desenvolveu cursos, publicou e lançou livros, deu apóio a publicação de outros e realizou eventos especiais, conforme abaixo detalhados.

1- Livros publicados:

1.1 Inimigos da Fé – judeus,conversos e judaizantes na
Península Ibérica Sec. VII.

Autora: Renata Rozental Sancovsky



1.2 Tribunal da Historia volume II
Processos de formação da identidade judaica e do anti-semitismo
Organização: Saul Fuks


Autores: Bella Jozef; Bernardo Sorj; Davy Bogomoletz;Francisco Moreno de Carvalho; Henrique Rzezinski; Jacob Dolinger; Luiz Nazário; Marcos André Gleizer; Nachman Falbel;Oren Boljover;Paulo Blank; Paulo Geiger; Renato Lessa; Sérgio Margulies.

2 – Lançamentos:
2.1 - Inimigos da Fé –
judeus, conversos e judaizantes na Península Ibérica Sec. VII.
Autora: Renata Rozental Sancovsky Data do lançamento: 31/03/2008
Local do lançamento: Livraria da Travessa ( Ipanema) Editora: Imprinta

2.2 Tribunal da Historia volume II
Processos de formação da identidade judaica e do anti-semitismo
Organização: Saul Fuks
Autores: Bella Jozef; Bernardo Sorj; Davy Bogomoletz; Francisco Moreno de Carvalho; Henrique Rzezinski; Jacob Dolinger; Luiz Nazário; Marcos André Gleizer; Nachman Falbel;Oren Boljover;Paulo Blank; Paulo Geiger; Renato Lessa; Sérgio Margulies. Data do lançamento: 08/09/2008
Local do lançamento: Fundação Eva Klabin Editora: Imago

2.3 – Na espiral do tempo – um passeio pelo calendário judaico.
Autor: David Gorodovits Data do lançamento: 26/06/2008
Local do lançamento: Livraria Argumento (Copacabana)
Editora: Sefer

3 - Livros publicados com o apoio do CHCJ

3.1 - Na espiral do Tempo – um passeio pelo calendário Judaico
Autor: David Gorodovits

3.2 – Judaísmo e Modernidade: suas múltiplas interelações
Organização: Profª. Helena Lewin.



Cursos ministrados no 1º. Semestre:

Literatura Judaica no contexto latino-americano

Palestrante: Profª. Bella Jozef
Professora Emérita da UFRJ. Especialista em Literatura Latino Americana e Teoria Literária

18/ 03 - As vozes antigas do Novo Mundo.
- Influências bíblicas nas recordações do passado.
(Jorge Isaacs, Alberto Gerchunoff, Juan Gelman)

25/ 03 - A Diáspora: o imigrante e o outro.
- Exílio e diáspora, a solidão e o desenraizamento.
(Ezequiel Rawet, José Kozer, German Rozenmacher, Isaac Goldemberg)

01/ 04 - Entre memória e identidade
- A captação da história do judeu na América Latina através dos personagens.
(Moacyr Scliar, Marcos Aguinis, Pedro Orgambide, David Viñas)

08/ 04 - A presença da escritora judia
- O olhar feminino na América Latina e o seu fazer literário.
(Clarice Lispector, Marco Glantz, Alejandra Pizarnik, Angelina Muñoz Huberman)


Arte e poder inquisitorial: imagens da saga judaica na Península Ibérica

Profª. Dra. BENAIR ALCARAZ RIBEIRO
Professora com Mestrado e Doutorado pela USP
Pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre Intolerância – USP
Ex-docente de História da Arte da Fundação Armando Álvares Penteado e da
Universidade Camilo Castelo Branco

27/ 03 - Introdução geral à História da Inquisição e a
História da Arte produzida entre os séculos XIV e XIX.
A escola flamenga e o estereótipo do judeu
Representações icônicas do período fundacional da Inquisição Ibérica:

03/ 04 - A Inquisição no tempo dos Áustrias
A perseguição aos artistas em busca de evidências de judaísmo
El Greco e as possíveis relações com a comunidade judaica

10/ 04 - A exaltação do Barroco
A Gravura e sua expansão
Os viajantes e Relações de autos-de-fé: a contrapropaganda à Inquisição

17/ 04 - A aversão
Goya e o alcance do combate à Inquisição
Discípulos e seguidores de Goya

Os manuscritos do mar Morto e as origens do Cristianismo

Prof. Dr. EDGARD LEITE
Doutor em História.
Coordenador da Oficina de Estudos da Antiguidade da UERJ.
Professor da UNIRIO

15/ 04 - Os manuscritos de Qumran: questões gerais.
História dos achados. Achados prévios, nos séculos XIX e XX. As cavernas e seus conteúdos. Controvérsias políticas, acadêmicas e arqueológicas. Discussões posteriores sobre o conteúdo dos documentos e sua guarda. Teorias sobre as origens dos documentos.

22/ 04 - O mundo que gerou os manuscritos de Qumran.
A Judéia no período do Segundo Templo. Discussões sobre o poder de Jerusalém e resistências políticas e religiosas. Movimentos religiosos da época. O livro de Enoque e o seu judaísmo. O pensamento apocalíptico e suas dimensões teológicas e políticas.

29/ 04 - Textos sagrados e literatura bíblica em Qumran.
Principais textos e documentos encontrados em Qumran. Tipologia e importância. Textos bíblicos encontrados em Qumran: sua natureza.

06/ 05 - Qumran e as origens do cristianismo.
Elementos gerais do pensamento apocalíptico em Qumran. O livro de Daniel, o livro de Enoque e seus temas no restante da literatura religiosa do período do segundo templo. A figura do “filho do homem” e o “filho de Deus” em 4Q246 e 4Q174. A “divinização” de Moisés em 4Q374 . O sacerdócio celestial em 4Q400 e em outros textos de Qumran. Elos com o cristianismo antigo.

13/ 05 - O universo religioso da Judéia durante as ações do Jesus Histórico.
Especulações e teorias sobre as relações entre Jesus e o restante da comunidade judaica. Relações entre Jesus e os fariseus. A primeira guerra judaica e seus efeitos.

Judaísmo e Islamismo

Prof. Dr. EDGARD LEITE
Doutor em História.
Coordenador da Oficina de Estudos da Antiguidade Judaica da UERJ. Professor da UNIRIO.

Profª. Dra. RENATA R. SANCOVSKY
Doutora em História Social – USP. Mestre em História Social - UFRJ
Pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre Intolerância – USP
Professora do Departamento de História da UGF


24/04 - Maomé, O Corão e as relações com os judeus da Península Arábica.
Palestrante: Dra. Renata R. Sancovsky.

15/ 05 - A Espanha Muçulmana e os judeus – os caminhos entre
a tolerância e segregação.
Palestrante: Dra. Renata R. Sancovsky.

29/05 – O Império Otomano e os judeus entre os séculos XVI e
XIX.
Palestrante: Dra. Renata R. Sancovsky.

05/ 06 – Relações entre judeus e muçulmanos nos séculos XIX,XX
e XXI.
Palestrante: Dr. Edgar Leite


60 anos de história moderna


Prof. Paulo Geiger
Editor, Designer e Consultor do CHCJ

Prof. Dr. EDGARD LEITE
Doutor em História. Professor da UNIRIO.
Coordenador da Oficina de Estudos da Antiguidade Judaica da UERJ.

20/ 05 - O ideal do retorno como elemento da História Judaica.
De como os judeus continuaram a ser um povo só, preservaram seus valores e sua convergência ao longo de 2.000 anos de dispersão.

27/ 05 - 2000 anos depois – o retorno.
De como o vínculo pela religião, pela memória histórica, pela cultura, pela percepção de grupo se transformou num direito como o de todos os povos, à luz de novas idéias e dos novos ideais da modernidade, e de como esse direito gerou um movimento, e o movimento gerou um Estado.

03/ 06 – Cultura e Identidade Judaica em Israel.
De como o moderno estado de seus cidadãos expressa uma identidade judaica, de como uma nação moderna de 60 anos é a continuação da milenar história de um povo, dos dilemas e da singularidade dessa aparente ambigüidade.

17/ 06 – O conflito atual – sua origem e desenvolvimento.
De como uma solução nacional para dois povos, não excludente, foi recusada por um deles originando um conflito; dos complicadores desse conflito, das tentativas de solução, das sucessivas crises, dos fatores locais e internacionais, das perspectivas e perigos.

24/ 06 – Os movimentos de esquerda e os judeus no século XX.
Palestrante: Prof. Dr. Edgar Leite.
- Posições de Lênin sobre o nacionalismo judaico. Polêmicas como Bund e o movimento sionista. Conflitos após a revolução de 1917. O projeto de Birobdijan e seu significado. O fim da seção judaica do Partido. O pós-segunda guerra mundial. A URSS e Israel durante a guerra fria. A política de alianças da URSS no Oriente Médio e suas influências sobre o pensamento de esquerda mundial. A crítica de Herbert Marcuse. Posições após o colapso da URSS.

O Tanach ( a Bíblia ) como base histórica e cultural do povo judeu.
Palestrante: Prof. David Gorodovits
Engenheiro civil, escritor e tradutor.
Diretor Executivo do CHCJ.



Cursos ministrados no 2º. Semestre:

Grandes temas do judaísmo contemporâneo


Prof. Dr. EDGARD LEITE
Doutor em História. Professor da UNIRIO.
Coordenador da Oficina de Estudos da Antiguidade Judaica da UERJ.

Profª. Dra. SOFIA DÉBORA LEVY
Psicóloga clínica
Terapeuta corporal

24/ 09 – O Iluminismo, o idealismo e o racionalismo, segundo Moses Mendelssohn e Hermann Cohen.

15/ 10 – A crítica histórica da Bíblia, segundo Abraham Geiger, Kaufmann Kohler e Claude Montefiore.

29/ 10 – A civilização judaica, segundo Mordechai Kaplan.

05/ 11 – O Holocausto, segundo Eliezer Berkovitz, Richard Rubenstein e Emil Fackenheim.

12/ 11 – A reflexão metroprocessual acerca do Holocausto.
( Palestrante: Profª. Dra. Sofia Débora Levy)
A consciência crítica da escola de Frankfurt e a ética humanista Erich Fromm.

19/ 11 – A mística judaica, segundo Gerschom Scholem e Adin Steinsaltz.

26/ 11 – A mulher: um novo olhar, segundo Judith Plaskow e Rachel Adler.


Intolerância: uma perspectiva histórica

Prof. EDGARD LEITE
Doutor em História.
Coordenador da Oficina de Estudos da Antiguidade Judaica da UERJ. Professor da UNIRIO.
Profª. RENATA R. SANCOVSKY
Doutora em História Social – USP. Mestre em História Social - UFRJ
Pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre Intolerância – USP
Professora do Departamento de História da UGF
Prof. André Chevitarese
Doutor em Antropologia social
Professor da UFRJ – Departamento de História

14/ 08 - O discurso intolerante nos primeiros séculos da Idade Média: o
pensamento eclesiástico e os “homens sem Deus”.
Palestrante: Dra. Renata R. Sancovsky.

21/ 08 - Raças, religiões e etnias: a construção de padrões de intolerância
do século XVI e XX.
Palestrante: Dr. Edgar Leite

28/ 08 – Intolerância e mitologia: o mito da conspiração judaica e seus
desdobramentos no Brasil.
Palestrante: Dra. Renata R. Sancovsky.

04/ 09 – A reconstrução da história cristã a serviço da intolerância.
Palestrante: Dr. André Chevitarese

11/ 09 – A modernidade no impasse: fundamentalismo, capitulação e luta
pelo respeito religioso.
Palestrante: Dr. André Chevitarese

18/ 09 – Tolerância e intolerância nas sociedades capitalistas e socialistas do
século XX: entre a autoridade do coletivo e a emergência do indivíduo.
Palestrante: Dr. Edgar Leite.


Tehilim ( Salmos ) sua expressão na literatura e na música

Palestrante: Prof. David Gorodovits
Engenheiro civil, escritor e tradutor.
Diretor Executivo do CHCJ.

Palestrante: Chazan Oren Boljover
Chazan da Associação Religiosa Israelita - ARI

1 – O que motivou a escolha de determinados Salmos para cada dia da semana
Palestrante: Prof. David Gorodovits

2 – Os Salmos de Rosh Hashaná e Yom Kipur e o estado de espírito destas datas.
Palestrante: Prof. David Gorodovits

3 – As circunstâncias nas quais o Rei David compôs alguns dos Salmos.
Palestrante: Prof. David Gorodovits

4 – Salmos que inspiraram obras literárias.
Palestrante: Prof. David Gorodovits

5 – Instrumentos usados para o acompanhamento musical dos Salmos
Palestrante: Chazan Oren Boljover

6 – Como as músicas folclóricas de cada país influenciaram na melodia dos salmos.
Palestrante: Chazan Oren Boljover


Nova reflexão sobre alguns momentos da história judaica
Coordenação: Prof. Saul Fuks

Palestrantes:
Chazan Oren Boljover, Dr. Jacob Dolinger, Prof. Nachman Falbel, Profª. Renata Rozental Sancovsky, Prof. Emmanuel Carneiro Leão, Dr. Paulo Blank, Rabino Sérgio Margulies, Dr.Michel Gherman e Prof. Paulo Geiger.

Chazan Oren Boljover
Chazan da Associação Religiosa Israelita – ARI
Prof. Jacob Dolinger
Professor Universidade UERJ/ Miami/ Haifa
Prof. Nachman Falbel
Professor titular da USP
Vice-Presidente do Arquivo Judaico
Profª. Renata R. Sancovsky
Doutora em História Social – USP. Mestre em História Social - UFRJ
Pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre Intolerância – USP
Professora do Departamento de História da UGF
Prof. Emmanuel Carneiro Leão
Professor Emérito UFRJ
PHD Universidade de Strassburg – Alemanha
Prof. Dr. Paulo Blank
Psicanalista e Doutor UFRJ
Autor de livros.
Rabino Sérgio Margulies
Rabino da Associação Religiosa Israelita – ARI
Prof. Renato Lessa
PHD em Ciência Política
Professor Titular IUPERJ
Prof. Michel Gherman
Doutor em História pela Universidade de Jerusalém
Prof. Paulo Geiger
Editor e Conselheiro do Centro de História e Cultura Judaica

19/08 – Fontes do repertório musical da sinagoga ashkenazi.
Palestrante: Chazan Oren Boljover.
Qual a origem das músicas sinagogais?

26/08 – A dialética no Talmud.
Palestrante: Prof. Jacob Dolinger
O estudo do Talmud como chave para a sabedoria.

09/09 – A inquisição: fundamentos ibéricos e desdobramentos no Brasil.
Palestrante: Profª. Renata Rozental Sancovsky
Serão discutidas as bases intelectuais que inspiraram a criação do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição na Espanha e Portugal, suas estruturas institucionais de perseguição aos cristãos-novos, e os reflexos sobre a sociedade brasileira, onde a perseguição fez formar um universo secreto de marranos.

23/09 – A questão da ética em Martin Buber.
Palestrante: Prof. Emmanuel Carneiro Leão
Ética não é padrão normativo, é criação ativa da convivência.

07/10 – Fé e inconformismo: nos passos do patriarca Abrahão o caminho do profeta da modernidade Abrahão Herschel.
Palestrante: Rabino Sérgio Margulies.

04/11 – A importância da literatura do holocausto
Palestrante: Prof. Renato Lessa.

11/ 11 – Israel no Oriente Médio
Palestrante: Prof. Michel Gherman
A geopolítica do Oriente Médio e seus reflexos sobre o estado de Israel.

18/ 11 – Yeshaiau Leibowitz: conflitos entre religião e ética
Palestrante: Dr. Paulo Blank
Químico, médico, filósofo e teólogo, analista político, editor de Enciclopédia Judaica, detentor do Prêmio Israel, religioso, tradicionalista, intérprete da Bíblia, pensador rigoroso de obra incomum, afirmava a separação entre ética e religião, chegando a considerar a santidade da terra como idolatria e a prolongada ocupação da Palestina como o maior perigo à sobrevivência moral do estado judeu.

25/11 – Primo Levy
Palestrante: Prof. Renato Lessa

02/ 12 – Conflitos internos na sociedade israelense
Palestrante: Prof. Michel Gherman
Quais as principais contradições que se apresentam historicamente e quais os possíveis cenários de seu desenvolvimento.

09/ 12 – O terrorismo e o problema palestino
Palestrante: Prof. Renato Lessa
Quais os desafios dos problemas do Estado de Israel com os Palestinos.
O terrorismo é uma forma de luta defensável?

16/ 12 – O anti semitismo hoje
Palestrante: Prof. Paulo Geiger

Eventos

Inauguração da placa em homenagem (póstuma) ao Sr. Hans Stern.
Local: Centro de História e Cultura Judaica Data: 30/ 05/ 2008

IV Festival de Cinema Judaico

Filme patrocinado pelo CHCJ e Habonim Dror “O pequeno traidor”.
Baseado no romance “A pantera no porão” de Amos Oz.
Local: Espaço de cinema I – Botafogo Data: 24/ 08/ 2008

Lançamento do livro “Tribunal da História” volume II.
Local: Fundação Eva klabin Data: 08/09/2008

Palestras na Fundação Eva Klabin

“Aracy Guimarães Rosa – A Schindler Brasileira”
Palestrantes: Embaixador Luiz Felipe Lampreia e Sr. Osias Wurman
Data: 07/04/2008

“De Einstein a Hiroshima – Guerra e Paz”
Palestrante: Dr. Alfredo Tolmasquim
Data: 25/08/2008

Compõe o CHCJ os seguintes órgãos e respectivos membros:

Conselho Diretor
Presidente: Daniel Miguel Klabin
1º. Vice-Presidente: Sami Leopold Goldstein
2º. Vice-Presidente: Samuel Elias Azulay Benoliel
Cláudio Bergstein
Harry Adler
Jacob Steinberg
Marina Ventura Gotlieb
Tomas Zinner

Conselho Acadêmico
Coordenador Geral: Paulo Geiger
Vice-Coordenador: Saul Fuks
Alberto Venâncio Filho
Áurea Zimelson Schechtman
Edgar Leite
Ester kosovsky
Helena Lewin
Jacob Dolinger
Renato Lessa
Ruy Flacks Schneider

Conselho Fiscal
Mônica Maria Welsing
Osias Wurman
Waldir Pereira de Castro

Associados Beneméritos
Celso Lafer
Eliezer Burlá
Hans Stern (homenagem póstuma)
Guilherme Levy
José Kogut
Nuchym Frajhof

Diretor Executivo
David Gorodovits

A existência e manutenção do CHCJ, desde a sua fundação, tornaram-se possíveis graças à ativa contribuição de um grande incentivador da cultura, do estudo da história e das artes, Dr. Daniel Miguel klabin.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Shabat e o povo Judeu

O 4º Mandamento ordena: “Lembra-te do Sábado para santificá-lo...”
(Êxodo 20:8)
O que significa a santificação do Shabat?
Nos primeiros 6 dias da Criação, Hakadosh, Baruch Hú, desencadeou processos criativos que conduziriam o mundo a evoluir segundo as leis que Ele estabeleceu. Estas leis porem, não se tornaram independentes de Quem as estabeleceu. No 7º dia o Eterno deteve o processo criativo e contemplando a beleza e a perfeição de sua obra, o Abençoou, determinado que seria perpetuamente um dia de repouso especial, com o nome Shabat, em que nenhuma tarefa criativa (melachá) seria realizada e toda a criação se poria em harmonia com seu Criador.
Seria um dia de deleite para o ser humano, a quem confiou a tarefa de continuar a compleição do que fora criado, durante os 6 dias da semana, usando para isto as habilidades que lhe foram concedidas pelo Eterno.
Para que o Shabat possa ser plenamente cumprido, um sábio de nossa geração, Daian Dr. Isidor Grunfeld, escreveu uma pequena obra prima sob o titulo de “O que é respeitar o Shabat?”
Neste livro ele nos ensina, de maneira clara e objetiva, em que consistem as “melachot” que não devem ser praticadas no Shabat.
Entretanto, este dia abençoado não se caracteriza somente por proibições. Muito pelo contrario. É um dia em que podemos sentir alegrias que dificilmente nos são possíveis durante os 6 dias da semana, tais como, esquecer os problemas do dia a dia, dedicar-se a retemperar a alma, o coração e a mente, através do estudo da Torá e seus comentários, a convivência plena com nossa família e com nossos amigos, a participação nos Serviços Divinos na sinagoga a qual estamos filiados, enfim a dar significado mais elevado a nossa existência.
Na realidade o Shabat é o grande presente que o Eterno doou ao Povo Judeu, e este livro certamente ajudará a cada um dos que o lerem, a usufruir com mais intensidade todos os benefícios que este presente pode proporcionar.
Cremos que após sua leitura, ninguém se mostrará indiferente ante a perspectiva de alcançar e renovar, a cada semana, um estado de plenitude que o inspirará a tornar sua vida um repositório de Bênçãos.
Nossa tradição nos ensina que em cada véspera de Shabat, quando voltamos da Sinagoga, dois anjos nos acompanham. Um que representa o instinto para o bem e o outro o instinto para o mal, que em nós foram implantados pelo Eterno para que tivéssemos livre arbítrio para escolher nossos caminhos.
Ao chegar a casa eles a examinam com cuidado. Se nela não há respeito pelo Shabat, não há harmonia familiar, não há o sentimento da busca de união do coração das criaturas com seu Criador, o que representa o instinto para o mal declara: “Que cada Shabat nesta casa, seja igual a este”, e o outro anjo, a contra gosto, responde - Amem.
Se, porem, eles verificam, que há naquela casa, respeito ao Shabat, harmonia familiar, corações que se alegram em sua união com o Eterno, o anjo que representa o instinto para o bem declara: “Que cada Shabat nesta casa, seja igual a este”, e o outro anjo, a contra gosto responde – Amem.
Queira o Eterno que, ao chegarem seus anjos mensageiros à residência de cada judeu, possam proclamar com entusiasmo: “Que cada Shabat seja tão perfeito e completo, como o que está sendo, hoje, vivenciado”.

Parashat Vayetzei

Parashat Vayetzei
Comentário do Rabino Marc D’Angel

Em nossa forma habitual de pensar, consideramos que a religião aproxima as pessoas de Deus, ao mesmo tempo em que as aproxima entre se. Da mesma forma, admitimos que ela nos imbui com virtudes, moralidade, integridade e um serio comprometimento, em nossa decisão de ajudar com amor e compaixão a quem disto precisar. Como no sonho de Jacó que consta desta Parashá. A religião seria a escada que une a terra ao céu. Está firmemente enraizada nas necessidades e preocupações da vida terrena mas é, ao mesmo tempo, inspirada pela grandiosa visão celestial. Os anjos subindo e descendo a escada nos lembram que a vida tem altos e baixos, mas que devemos manter nossos pés firmes sobre a terra e nossos olhos voltados para os ideais dos céus.
È desta forma que gostamos de pensar.
Entretanto, algumas vezes a realidade contrasta com esta visão confortadora do mundo. Em nome da religião a Inquisição infligiu terríveis torturas aos “heréticos”, confiscou propriedades, intimidou inocentes e muitas vezes, os queimou vivos. Em nome da religião, terroristas mataram civis inocentes em Jerusalém, Nova York, Londres, Istambul, Mumbai, e em tantos e tantos outros lugares. Estas “pessoas religiosas” praticaram os crimes mais odiosos contra a humanidade, sempre alegando agir em nome de Deus. Em nome da religião, incontável numero de Judeus foi privado de direitos e submetido a violência, expulsão e assassinato, e isto continua a acontecer até os dias de hoje.
Também na comunidade Judaica temos “religiosos fanáticos” que negam nossa visão da religião com a fonte de amor e harmonia humana. Felizmente, nossos zelotes, de uma maneira geral, decidiram não se engajar em missões terroristas suicidas, nem em se dedicar a torturar pessoas de outra fé. Não obstante, o crescimento do extremismo religioso incrementa o ódio ao “outro”, e deslegitima os que têm crenças e origens diferentes. E qualquer religião que sejam, estes extremistas religiosos se baseiam na noção de que são os donos da verdade, e que os “outros” não devem ser amados, respeitados e até mesmo tolerados.
Há anos atrás, quando passeava pelas ruas de Jerusalém em Tisha b’Av, lembrei da afirmação Talmúdica (Yoma 9 b) de que o Templo foi destruído por causa de “sinat hinan”. Costuma-se traduzir esta expressão por “ódio gratuito”. Ocorreu-me porem, que não existe tal coisa como “ódio sem causa”. Quem quer que seja que odeia alguém, por mais absurdo que seja este ódio, não considera que ele seja sem motivo. Ele odeia baseado no fato de que aquele a quem odeia é de uma religião ou de uma raça, ou de uma nação diferente. O que odeia sempre pensa que seu sentimento é plenamente justificado.
O que, então quis o Talmud designar por “sinat hinan”? Penso que “hinan”, nesta frase, deriva da palavra “he”, que significa graça ou encanto. Uma das tragédias da sociedade é que as pessoas tendem a ver os outros como objetos e estereótipos. É fácil odiar a quem foi desumanizado e foi rotulado como um titulo odioso. É muito mais difícil odiar alguém a que você mira, olho no olho, e percebe que esta pessoa também tem “hen”. Este ser hum,ano, assim como você, tem sentimentos, ama sua família, tem receios, esperanças e aspirações. “Sinat hinan” ocorre quando a pessoa odeia ver o “hen” dos outros. Este tipo de ódio resulta n discórdia social, na violência, na crueldade e no terrorismo.
Foi este pecado – odiar o “hen” dos outros – que levou a destruição do Templo de Jerusalém. As facções Judias lutavam entre se. Não focavam os desafios apresentados pelos inimigos ou as tentativas de melhorar sua situação.
Precisamos aprender a ver “o outro” como um reflexo de nós mesmos. Precisamos ter simpatia e empatia; precisamos tentar perceber a humanidade intrínseca, o “hen” dos outros.
Esta é uma lição básica da religião: apreciar a humanidade que é partilhada por todos os seres humanos e aperfeiçoar o mundo no espírito de Deus.
O extremismo religioso, é perigoso, não somente para as vitimas imediatas do ódio e do terror. Ele solapa, também, a humanidade do próprio extremista, Ele ameaça a própria estrutura da civilização. É uma desgraça para a religião e uma profanação do nome de Deus.“Ele sonhou: eis que havia uma escada firmada sobre a terra e cujo topo alcançava os céus; e anjos do Eterno subiam e desciam” Respeitando o “hen dos outros podemos ajudar a humanidade a subir a escada para alcançara um relacionamento mais próximo